
Bem umas das coisas melhores é dormir contigo, dividir a cama. Cada um no seu espaço, com a autonomia de unir os corpos a hora que quiser. E depois de um tempo vem o hábito do corpo ao lado, a necessidade de te tocar sabendo que estás num sono profundo, longe, e ao mesmo tempo muito próximo. Um conforto para alma...
Descobri a melhor forma de dormir quase sentindo o todo o teu corpo: A concha. Aquela que abre e fecha perfeitamente, encaixa, e guarda as melhores pérolas no escuro da noite.
Tu sabes dormir junto de mim... Dividir o sono é quase uma arte que requer prática e habilidade...
É bom evitar movimentos bruscos, respirações profundas. Puxar o lençol, passar as pernas por cima do outro ou roncar....
Na concha qualquer sussurro é amplificado. Tu junto de mim, junto do meu ouvido... contas-me o teu dia. E eu sinto-me a mais preciosa jóia, em estado bruto. Nua e protegida.
Passam as horas, a madrugada toma conta, a concha movimenta-se. É bom saber domar o mar dos lençóis, deixar-nos levar.
Para dormir a dois, o mais importante não é não incomodar o outro. O que vale é estar com os sentidos aguçados, com o corpo pleno.
Esta equação ultrapassa a simplicidade do “dois mais dois”.
Encontrei a minha concha perfeita...TU
Amote